Gabriel Martins
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KITs: chave para ser bem sucedido na Inteligência Competitiva

A determinação clara dos KITs (Key Intelligence Topics) ou tópicos chave de inteligência é fundamental no sucesso de uma iniciativa de inteligência competitiva

É fundamental porque uma boa determinação de KITs aumenta a probabilidade de uso da inteligência produzida. Afinal, acredito que a maioria dos leitores já viu alguma vez a inteligência ficar sem uso em alguma prateleira. Portanto, essa definição é uma das maiores preocupações dos executivos da área.

Mas, o que são os KITs?

Os KITs são, segundo Jan Herring (o pai dos KITs na inteligência competitiva nas empresas), uma expressão da necessidades de Inteligência pelo corpo gestor, melhor definida por sua intenção de aplicação nos negócios.

Ou seja, os KITs são a inteligência que os gestores precisam para agir de maneira bem sucedida no mercado. Conceito atrativo, né?

Que tipos de KITs existem?

Basicamente, segundo Herring, existem três tipos de KITs:

Decisões estratégicas ou operacionais: A maioria dos KITs são para suportar as decisões operacionais ou estratégicas. Essas decisões podem ser, por exemplo, a reação que podem ter clientes ou concorrentes sobre uma baixa de preço ou a introdução de um produto novo.

Inteligência sobre Players: Perfis de concorrentes, clientes e fornecedores são bastante comuns nas empresas. Como exemplos deste tipo de KITs podemos mencionar as estratégias futuras ou análises de quatro cantos.

Alerta antecipado: São acontecimentos que afetarão a empresa. Eles podem ser ameaças ou oportunidades (mas é mais provável que os departamentos de inteligência se foquem nas ameaças, porque são adversos ao risco) e podem ser concorrenciais, como, por exemplo, entrada de novos concorrentes ou forças competitivas, como uma regulação do mercado no qual atua a empresa.

Com esses três tipos de KITs se cobrem todas as possibilidades de uso de inteligência competitiva.

Por que é importante para o sucesso da IC a determinação dos KITs?

As razoes, também segundo Herring, são múltiplas:

1) Mostram para o gestor que compreendemos os objetivos que eles querem alcançar
2) Guiam e organizam o processo de inteligência para chegar aos objetivos dos gestores
3) Evitam custos e despesas desnecessárias que não servem para atingir o objetivo
4) Permitem fornecer inteligência acionável focada no que importa para o gestor
5) Aumentam a probabilidade de uso da inteligência por parte dos gestores, já que a inteligência está focada nas suas necessidades específicas

Acredito que as razões acima mencionadas são suficientes para comprovar a afirmação do título do artigo. Afinal, se a área de inteligência estiver alinhada com as necessidades dos gestores, será com certeza bem sucedida.

De fato o uso da inteligência fornecida na tomada de decisões é um fator crítico na mensuração do sucesso de uma área de IC, pois quer dizer que ela já tem um lugar na mesa das decisões e é a amostra de um departamento amadurado.

fonte original

This entry was published on 27/10/2011 at 8:26 am. It’s filed under Dicas and tagged , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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